Você escreveu que o Comelli guardou os negativos do jornal (Não fui eu que escrevi isso)..eu DUVIDO, pois como bem ví no filme que esta se presentado..tem muitos negativos jogados no chão, e nem o quadro de formatura dele , foi guardado tambem quero saber como o marco cesar pegou como dizem varios negativos..então isso foi roubo só que na lista que o celso martins colocou ele esqueçeu de varias pessoas .como MIRO. etc. e eu que fui o primeiro fotografo do jornal nos tempos da rua conselheiro mafra neste tempo as fotos era da gilette press. sai de la varias vezes é verdade eu não tinha nem carteira assinada poderia ter acionado o justiça do trabalho com isso,,porem nunca fiz se eu soubesse que o jornal iria acabar assim, sem duvida teria acionado a justiça do trabalho,o comelli bem sabe disso paulo dutra
Recebi do Celso Martins Canga Diz para o Paulo Dutra olhar direito que os nomes dele e do Miro está sim na lista a que ele se refere. Celso
Da mais recente edição da Veja em reportagem sobre a guerrilha do Araguaia - a luta entre militantes do PC do B e tropas do Exército no início dos anos 70, em plena ditadura militar:
Curió disse aos colegas: "É agora!". Levantou-se num átimo, mirou seu fuzil Parafal na cabeça de Raul e disparou. O corpo do estudante caiu imediatamente sem vida. Os outros oficiais levantaram-se e descarregaram as armas nos dois. "Parecia pelotão de fuzilamento", lembra o militar.
"A ordem, lembra o militar, era extrair o máximo de informações dos presos e, quase sempre, por meio de torturas. Depois, assassiná-los. Tudo feito clandestinamente. O militar entrevistado foi um dos algozes do cearense Antônio Teodoro de Castro, estudante universitário de 28 anos conhecido como "Raul". Ele conta que presenciou o interrogatório do estudante: "Ele tinha fome, vestia farrapos e estava amarelo, parecia ter malária. Nem precisamos bater para que ele falasse e dissesse tudo o que sabia".
Mesmo desarmado, famélico e doente, mesmo depois de contar tudo o que os oficiais queriam, Raul não foi poupado. Logo chegou a ordem: eles deveriam levá-lo para fazer um "reconhecimento". Reconhecimento, no código elaborado pelo Exército, era a senha para matar. [Major] Curió e seus homens, entre eles o militar entrevistado por VEJA, embarcaram Raul e outro guerrilheiro, o estudante gaúcho Cilon da Cunha Brun, de 28 anos, conhecido como "Simão", num helicóptero da Força Aérea.
Curió ordenou aos pilotos, os quais não tinham conhecimento da operação, que os transportassem até as terras da fazenda de um colaborador em Marabá. Para não permitir testemunhas, relembra o militar, Curió determinou que outra equipe da Força Aérea os buscassem num ponto diferente da mata, horas mais tarde. Após uma longa caminhada, o grupo parou para descansar. Todos se sentaram. Instantes depois, Curió disse aos colegas: "É agora!".
Mais de 1.500 detentos de uma prisão do centro das Filipinas dançaram neste sábado de macacão laranja ao som da música "Thriller" em homenagem a Michael Jackson, constatou um jornalista da AFP. Após uma oração em memória do cantor, morto quinta-feira aos 50 anos, os prisioneiros do centro de detenção e reabilitação de Cebu, no centro do país, entoaram algumas músicas do astro antes de executar a famosa coreografia de "Thriller". Os detentos desta prisão ficaram famosos há dois anos ao publicar sua coreografia de "Thriller" no site YouTube. O vídeo teve 23 milhões de conexões. "Os prisioneiros estão de luto desde que se inteiraram da notícia da morte de Jackson", relatou Byron Garcia, conselheiro em segurança que idealizou a coreografia. "Eles esperavam que um dia, Michael Jackson viria dançar com eles", acrescentou. O "Thriller" dos detentos de Cebu, condenados por crimes como assassinato ou tráfico de drogas, se tornou uma atração turística, com muitos visitantes tirando fotos ao lado dos prisioneiros.
Mais de 1.500 presos dançam "Thriller" em homenagem a Michael Jackson
Algum tempo atrás, quando caminhava com a minha solidão pela Avenida das Rendeiras, fui interpelado por alguém que não via há meses. Depois do encontro casual veio a pergunta inevitável:
- O que você anda fazendo?
- Trabalhando em um novo livro, respondi.
Está claro para todos os que me conhecem, penso que sou um escritor, mas para surpresa geral, o sujeito insistiu:
- Mas trabalhar mesmo você não trabalha né?
Observo aquele cidadão, professor universitário (dedicação integral) que deveria estar na universidade naquela hora, ali na minha frente, de agasalho esportivo com ar blasé, cobrando uma atividade (diversa da literária para a qual não tinha competência para exercer) de alguém que não lhe devia satisfação nenhuma, era o que me faltava.
Tem razão, argumento, assim como você eu não trabalho --- você está aqui agora porque ninguém te cobra produção intelectual nenhuma lá na universidade, mas no meu caso, se não escrever nada, estou assinando o meu atestado de óbito.
- Não quis dizer isso, tenta redimir-se...
- Tudo bem, concluo, com a “pobreza de espírito” não há economia que resolva mesmo, passe bem...
Antes de me afastar jogo a pá de cal:
- Fique tranquilo que não vou contar para ninguém que te vi aqui nesse horário, ah, ah, ah...
Não gasto mais o tempo discutindo sobre essa concepção ortodoxa de um “imaginário” coletivo do que deva ser o trabalho, como uma atividade remunerada que te dá uma recompensa imediata, após sua conclusão. Aliás, talvez o fracasso no meu casamento se deva a isso, não há paixão que resista a falta de dinheiro, salário mensal, férias, décimo terceiro, essas coisas comezinhas da vida. Não lamento, construí um projeto de vida antes de me apaixonar por qualquer outra coisa depois da literatura, continuo obcecado.
O escritor francês Jules Renard costumava afirmar “Escrever é a única profissão em que ninguém é considerado ridículo se não ganhar dinheiro”.
Quando me separei, minha filha menor decidiu morar comigo, segundo ela, para eu não ficar sozinho, enquanto que o filho mais velho permaneceu com a mãe. Fizemos boa camaradagem. Um dia, após abrir a geladeira e constatar a presença apenas do básico para a existência, enquanto tomávamos chimarrão na varanda ela sugeriu: “o pai nunca pensou em ter um trabalho como todas as pessoas normais?”... Olhei para ela e afirmei “quem é que disse para você que teu pai é uma pessoa normal?” Ela devolveu o olhar e rimos um bocado. Claro, depois que expus o meu projeto, ela me apoiou integralmente e até hoje, os meus filhos são os meus maiores incentivadores.
O fato de provir de uma família de idealistas fez com que me voltasse mais para a introspecção, dita humanista do que para a especulação, dita monetária: “aprender a pensar” me afastou de “ganhar dinheiro”, o que talvez explique um aparente sucesso “no negócio das ideias” e justifique um total fracasso “nas ideias dos negócios”.
Já se passaram quase 20 anos depois disso, outro tanto de obras escritas e não enxergo a luz no fim do túnel, como sendo a locomotiva em sentido contrário, na blague do humorismo, mas sim, nas palavras de L. F. Celine “A experiência é uma lâmpada fraca que só ilumina quem a carrega” e nesse caso, eu e a lâmpada nos confundimos, longe dos trilhos convencionais, é claro.
Somente um “agente literário” pode mudar essa realidade e quando eu o(a) encontrar, talvez então, ninguém mais me julgue um “vagabundo”, o que nunca fui!