terça-feira, 4 de agosto de 2009

Testemunha ocular

O juiz aposentado, ex-secretário de Estado da Segurança Pública, Álvaro Antônio José Pille, 75, presidente de honra do PMDB de Concórdia e referência ética do partido, com 53 anos de vida pública viverá momento inusitado na próxima quinta-feira, dia 6.

Pille será testemunha de defesa do empresário Nei Silva em audiência inquiritória no Fórum de Indaial sobre o rumoroso caso envolvendo a Revista Metrópole e o governo do Estado. No livro censurado “A Descentralização no Banco dos Réus” Nei escreveu um capitulo sobre Pille, narrando fatos sobre o imbróglio que começou em 2006. A audiência é considerada pelos advogados de acusação e defesa uma das mais importantes do processo.



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Simon diz que teve medo do olhar de Collor




Um dia depois de enfrentar a ira da dupla Renan Calheiros (PMDB-AL) e Fernando Collor (PTB-AL) no plenário, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) confessou nesta terça-feira que teve medo do olhar transtornado do ex-presidente da República, que durante as quase duas horas de embate, ficou logo abaixo da tribuna olhando diretamente em sua direção, com o semblante muito crispado. Ele disse que em vários momentos lhe passou na memória a cena da tragédia que abalou Brasília na década de 60, quando o pai de Collor, o então senador Arnon de Mello, assassinou, com um tiro no peito, o senador acreano José Kairala, em plena tribuna. Leia tudo no Globo. Beba na fonte.


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Simon vai esclarecer insinuações de Renan

Daqui a pouco o senador Pedro Simon vai à tribuna do Senado explicar que não tem nada com a empresa de microcrédito Pôr do Sol, que Renan Calheiros insinuou que ele teria algum negócio escuso.

- É uma empresa muito bacana de microcrédito. Vou mostrar que não tem nada a ver comigo - disse Simon.

Simon disse, ainda, que não adianta a cúpula do PMDB pressionar para ele deixar o partido.

- Eu sou o verdadeiro PMDB! Eu não vou renunciar. Eles que peçam minha cassação e assumam isso publicamente - disse.


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Limbo, Purgatório e Inferno

O jornalista Valdir Alves resolveu tirar algumas dúvidas com o escritor Olsen Jr. a respeito do Limbo. Se existe ou não existe mais. Desde que o Olsen escreveu sua crônica a respeito desses lugares celestiais (seriam celestiais?), o assunto é discutido em alguns lugares terrenos por católicos, ateus, agnósticos e afins.
Quando fui coroinha, em Quaraí, sabia bastante a respeito do Inferno e principalmente do Purgatório. Lugar que temia estar reservado para mim pois, apesar da pouca idade, já havia cometido alguns pecados mortais.
Sobre o Limbo, agora recordo, acho que era reservado apenas aos bebês que morriam antes de ser batizados. Ou seja, para aqueles que morriam com a mancha do Pecado Original.
O Purgatório seria o lugar onde adultos com pecados mortais passavam um periodo e depois de uma severa avaliação, acho que pela comissão de Ética do Senado, seriam encaminhados para o Céu ou para o Inferno.
E o Inferno seria o lugar dos incorrigíveis, assassinos, ladrões, senadores e gremistas.

Espero ter contribuido para este importante debate com as minhas singelas considerações.

Nei Duclós mete a colher no assunto:

Se morresse em pecado mortal ia para o inferno. Em pecado venial, para o Purgatório, onde o fogo purgava as faltas leves. Nao fui coroinha mas estudei em Colégio Marista
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A Bela, a Fera e o Ladrão

Foto de Ricardo Weg

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170 anos do surgimento da fotografia


José Araújo de Medeiros (1921-1990), documentarista e um dos mestres do fotojornalismo do século XX no Brasil. Estabelecido no Rio de Janeiro desde 1939, a convite de Jean Manzon, fotografou durante 15 anos para a revista O Cruzeiro.
Em 1957, publicou o livro Candomblé, primeiro registro fotográfico dessa religião no Brasil, e em 1962, em sociedade com Flávio Damm, fundou a agência de fotografia Image. Destacou-se também como diretor de fotografia de clássicos do moderno cinema brasileiro e foi professor da escola de cinema de Santo Antonio de los Baños, em Cuba, no final dos anos 1980.

Participação: Dario de Almeida Prado Jr.

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A musa do Avaí

Recebi do amigo Paulo Dutra e divido com vocês esta bela imagem da Marcelle Lisboa. Esse Avaí faz coisa!


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A convivência das ferramentas

O amigo Mauro Ferreira relata aqui uma experiência que teve, dia destes, sobre o encontro das novas tecnologias com as...digamos, antigas ferramentas de trabalho. A "convivência das ferramentas", como diria o Nei Duclós.

Pois então Canguita,

Há um mês atrás, recebi um emeio de um cliente (que não tinha notícias há muito) me contratando" por 3 semanas, para desenvolver algumas peças gráficas (6 marcas, com acessórios) neste espaço de tempo. Tudo certo, eu só não sabia que ele estava me escrevendo da China, Hong Kong, onde está morando e trabalhando.
Mas a "história' interessante desta "transação", foi a forma como ela (as peças) foi "aprovada".
Na semana passada, em um dia chuvuso, e bota chuvoso nisso, saí do estudio aqui da "Lagoinha da Ponta das Canas" e fui em direção ao "Roçado", onde o cliente que recém havia chegado
de Hong Kong, me aguardava para definirmos as peças através de "telereunião" com os "caras" lá no outro lado do mundo.
Tudo certo, arquivos digitalizados, sala de reunião impecável, com a "chuvinha" nas costas(hehehe), os caras se arrumando lá na "Casa dos Chinas", etc....
O meu cliente estreiaria um "softwear" que acabava de ser lançado, (lá) que permitiria a visualização dos "layout's" simultaneamente em todas as telas "abertas".....Então, "puff", nada.....algumas tentativas e nada....
Fizemos a apresentação no modo tradicional, e-mail vai e-mail vem e..., tudo certo e aprovado,
Mas o "gran finale" desta minha experiência intercontinental foi,
eu aqui no "Roçado" "rafiando" num "velho" A4 o layout de um estande (que será montado em um feira em Hong Kong, que dura 4 dias tem uma visitação proxima de 50 mil pessoas) e "apontando" para a
webcan,
e os caras "lá" acenando a cabeça (real time) dizendo:
- Simmmm,...

Ah....o bom e velho grafite, não "faia" nunca.......

Zainer

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A Presidência Vitalícia e o discurso bolivariano!

A origem da reeleição perpétua tão pregada por Hugo Chaves e tentada por Zelaya em Honduras tem origem no "Discurso al Congreso Constituyente de Bolivia", publicada em Lima em 25 de maio de 1826. Aqui Simon Bolivar apresenta a sua proposta de constituição. O discurso é uma gracinha. Serve hoje como base e inspiração para os candidatos a tiranetes latino americanos.

1. "O Presidente da República vem a ser, em nossa Constituição, como o sol que, firme em seu centro, dá vida ao Universo. Esta suprema Autoridade deve ser perpétua; porque nos sistemas sem hierarquias se necessita mais que em outros, um ponto fixo ao redor do qual girem os magistrados e os cidadãos: os homens e as coisas. Dá-me um ponto fixo, dizia um antigo; e moverei o mundo. Para Bolívia este ponto é o Presidente vitalício."

2. "O Presidente da República nomeia o Vice-Presidente para que administre o estado e o suceda no mando. Por esta providência, se evitam eleições, que produzem o grande azote das repúblicas, a anarquia, que é o luxo da tirania, e o perigo mais imediato e mais terrível dos governos populares. É desse modo que sucede nos reinos legítimos, a tremenda crise das repúblicas. O Vice-Presidente deve ser o homem mais puro: a razão é, que se o presidente não elege um cidadão muito reto, deve temê-lo como a um inimigo encarniçado e suspeitar de suas secretas ambições."

(
do Blog do Cesar Maia)

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Jornalista tenta contato com o além

O amigo jornalista Valdir Alves, o Didi, ficou encasquetado com a crônica do Olsen sobre a existência ou não do Limbo. Assunto, aliás, assaz pertinente. O Didi aproveita o espaço do cangablog para discorrer sobre o tema - do qual parece estar bem informado inclusive com informações privilegiadas - e mandar pedir um favor ao Olsen. Leiam e divirtam-de:


Grande Olsen!

A croniqueta tratando do limbo não foi suficiente clara para sanar umas dúvidas que me angustiam nestes últimos tempos.

Notadamente com os urgentes e obrigatórios deveres espirituais dos pobres mortais, que ainda padecem nesta vida de provas e expiações, como também dos que seguiram para níveis diferentes para cima, ou para baixo. Há muito cochicho, notadamente depois da crise, garantindo que o Japão se parece com a rua 25 de março, só que de almas penadas.

Mas, nos atendo ao principal: os periódicos anunciaram um novo decreto papal, segundo o qual o limbo estava definitivamente extinto. Todavia, tenho informações fidedignas de cocheira que, depois do decreto publicado, foi formada uma comissão, com poderes extra-celestiais, objetivando principalmente decidir o destino dos inquilinos.

Muitos deles, ao que tudo indica a maioria, acreditaram piamente que a política lá de cima era completamente diferente da nossa, pobres mortais, razão pela qual gastaram imprudentemente suas boas ações, estando faltando, agora, o necessário para acessar outros departamentos, possibilidade que no contrato inicial fora descartada.

Pior ainda, que os gastos limitaram-se a melhorias e ajustes no habitacional do limbo e agora terá que ser abandonado, não importando para onde sejam mandados. A oposição - sempre ela – defende que o transporte e todos os gastos decorrentes da mudança, assim como a nova moradia, devam ser pagos pelo poder central, ou papal, que desapropriou milhares de infelizes sem nenhuma audiência pública, sem orçamento participativo e tendo um pouco antes, vedado qualquer aglomeração que pudesse descambar para finalidades subversivas. Todo ajuntamento é muito perigoso.

Consta ainda que uma grande empresa, ligada a uma família tradicional do Maranhão, poucos dias antes do decreto, vendeu todas as ações com bases em informações privilegiadas o que contraria normas incluídas nos mandamentos, e algumas passagens bíblicas.

A oposição estuda ainda o pedido de criação de uma CPI para averiguar indícios de manobra na publicação do decreto, junto com a nomeação da comissão, que através de um ato secreto tornaria o decreto papal sem efeito por fissura inconstitucional, mas para que não existisse o constrangimento, o limbo voltaria a funcionar, agora sim, dentro dos preceitos neoliberais, sendo administrado pela iniciativa privada.

Avento estes problemas porque fui sabedor que o senhor andou consultando monges e afins para tratar do imbróglio e, quiçá, pudesse me dar alguma luz, sem infravermelho, para que eu poça contatar com minha querida Joaquina, cachorra que felicitou a tantos e tantas nestas partes do planeta. Fui informado que a correspondência se encontra suspensa, a internete foi bloqueada e o acesso aéreo fechado.

Contudo, se entender prudente não tratar do assunto publicamente, entenderei perfeitamente. O Senhor sempre foi um contumaz respeitador das liturgias da fé e seus administradores. Mas igual aguardo para que, se na eventualidade algum frade ou assemelhado for designado para alguma missão por aquelas bandas, ficarei imensamente grato em poder fornecer dois envelopes ao viajante: um com correspondência à Joaquina e um segundo com numerário suficiente a pequenos prazeres indispensáveis nas adversidades de tão longa viagem.

Este humilde escriba lhe será eternamente grato pelos esclarecimentos vindouros.

Valdir Alves


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