sábado, 5 de dezembro de 2009

"O Natal dos safados"

A revista Veja em sua edição online, mostra vídeos inéditos do escândalo, envolvendo o vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octavio, empresários e fornecedores do governo do DF. Na edição impressa resume de forma definitiva a orgia de ladroagem: O Natal dos safados.
Leia:

O governador de Brasília estrela um dos mais repugnantes espetáculos de corrupção já vistos na história. Sem nenhum pudor, políticos foram filmados recebendo dinheiro de propina em meias, cuecas, bolsas e até via Correios. Depois, ainda rezam, agradecendo a Deus a graça alcançada

No dia 4 de setembro de 2006, no auge da eleição para o governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda encaminha-se até o escritório do delegado aposentado Durval Barbosa, então secretário do governo e seu coordenador de campanha. Ele aperta a mão de Durval e lhe dá um tapinha nas costas: "Meu presidente!". Arruda acomoda-se gostosamente no sofá, dá um profundo suspiro e pede um chazinho à secretária. Tira do bolso um papelzinho e diz a Durval: "Queria ver quatro coisinhas com você. Só posso pedir para você porque é algo pessoal". Arruda começa pela corrupção miúda, pedindo a Durval que consiga emprego para o filho dele numa das empresas que mantêm contratos com o governo. Depois abusa um pouquinho mais e recomenda que o delegado "ajude" a empresa de um amigo. Finalmente pergunta sobre o financiamento para a campanha. "Estou medroso com esse troço", diz Arruda. Durval tenta tranquilizá-lo: "A gente só não pode internalizar o dinheiro". Ato contínuo, Durval abre o armário, pega um pacote com 50 000 reais e o entrega a Arruda. "Ah, ótimo", agradece o candidato. Num lapso de 23 minutos e 45 segundos, com o equipamento do ladino Durval e a desfaçatez de Arruda, produziu-se o primeiro capítulo da mais devastadora peça de corrupção já registrada na história do país. Leia tudo. Beba na fonte.

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FOLHA SE DESMORALIZA


Por Janer Cristaldo
Hoje, escreve uma vestal na Folha de São Paulo:

Ultimamente, os escândalos de corrupção têm marcado a vida pública brasileira. São episódios vergonhosos, que denigrem cada vez mais os políticos. Se a corrupção é um câncer para a sociedade, muito mais quando se trata da corrupção política, definida como "o uso ilegal do poder político e financeiro com objetivo de transferir renda pública ou privada de maneira criminosa para indivíduos ou grupos".

Muitas leis, barreiras, ameaças, punições têm tentado evitá-las. Nossa primeira lei contra a corrupção de colarinho branco foi feita por mim (lei 7.492/86). É de minha autoria a lei que determina a declaração de bens de candidatos a cargos públicos. Leia mais. Beba na fonte.

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Salve Geral

Mosquito está no MSN. Transmite direto do Hospital Florianópolis.
Clik no link e ouça mensagem do blogueiro gravada no leito...

mosquito lives

Lú deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Salve Geral":

Canga como amiga pessoal do Amilton quero te agradecer pelas informações do estado dele em ambos os blogs.Fui ao hospital visitá-lo e o inseto ta firme,"Não foi dessa vez que se livraram de mim".Com muito bom humor e acompanhado de seu computador demos muitas risadas da atual situação que ele se encontra.Não tive o prazer de te conhecer pessoalmente (ainda) mas fica aqui meu agradecimento e minha admiração pelo profissional e amigo que demonstrou ser.
Abraços Lú


João Frederico H. Leite deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Salve Geral":

Deus é grande, esse rapaz tem muito que fazer
nesse mundo. Para desespero de LHS, Dario e
CIA, o nosso Mosquito esta de volta e o bicho vai pegar.

João Frederico H. Leite
Urussanga - SC

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Ex-mulher detona Arruda na Isto É

A ex-mulher de José Roberto Arruda, a atriz Mariani Vicentini, mesmo tendo saido com R 15 milhões e mais uma casa de R$ 2,5 mi do casamento não perdoou o marido e em entrevista para Mino Pedrosa, acusa Arruda de usar dinheiro de corrupção para acumular patrimônio. Além de detonar Arruda Viviane se aliou ao seu mior inimigo o também bandido Joaquim Ririz. Aí é dose pra elefante.enquanto isso os demos, reis da corrupção bem feita, fazem corpo mole pra expulsar o cara. É dose pra mamute!

A versão da ex de Arruda

Mariane Vicentini diz que o governador usa o dinheiro da corrupção para construir patrimônio não declarado à Receita

Mino Pedrosa

Separação milionária No acordo extrajudicial, ela ficou com R$ 15 milhões. Depois se aliou a Roriz e agora diz que há mais a ser investigado.

A atriz Mariane Vicentini, ex-mulher do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, não se surpreendeu com as denúncias e as imagens de corrupção que colocam seu ex-marido como o chefe da quadrilha do Mensalão do Demo. “Ele se aliou a pessoas que são sujas e perigosas, e há muito mais para ser investigado” disse Mariane à ISTOÉ, referindo-se a Durval Barbosa (ex-secretário de Relações Institucionais), Marcelo Toledo (braço direito de Durval) e Fábio Simão (ex-chefe de gabinete). Segundo a ex-mulher de Arruda, além do dinheiro entregue em espécie, o governador teria gastos pessoais pagos com dinheiro ilegal através de cartões de crédito usados por seus principais auxiliares. Ela se recorda, por exemplo, de uma viagem para Aruba e depois Paris, no final de 2006. “A viagem foi feita pouco antes da posse dele como governador. Em Paris, nos hospedamos no hotel Plaza Athénée e todas as despesas foram pagas no cartão de Simão”, afirma. “O dinheiro tinha sido arrecadado junto a empresários que têm interesses no governo do DF.” A ex-mulher acusa Arruda e seu grupo de estarem usando o dinheiro arrecadado na compra de propriedades e citou um haras nos arredores de Brasília. “Não sabia que Arruda gostava tanto de cavalos, mas soube que ele comprou um haras e recentemente deu de presente para nosso filho de quatro anos um cavalo puro-sangue”, lembra. De acordo com ela, nem todas as propriedades do governador estão em seu nome. Leia tudo. Beba na fonte

LesPaul deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Ex-mulher detona Arruda na Isto É":

Ex-mulher é phlóda. Vide PITA, enterrado sem nenhuma homenagem (sequer protocolar) no dia da consciênia negra. O Primeiro negro prefeito de uma grande metrópole nas Américas. Pohhhhaaaa, não tem ninguém se separando no primeiro escalão de LHS ou Dário??????????



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Olá, camaradas, salve!
Quem não apreciar ou se sentir ofendido com a palavra "camarada", substitua-a por outra, porque eu gosto muito de tudo o que ela implica, é isso, com a sua carga histórica também...
Comunico aos leitores que me acompanharam até aqui (foram 12 anos e um pouco mais) que estou cumprindo o chamado "aviso prévio", o que significa não escrever e nem publicar a boa e velha crônica de guerra todas às sextas-feiras no velho e já não mais tão bom A Notícia dos novos tempos...
O jornal está cumprindo o seu destino, se apequenando no regionalismo...
Sempre fiz um esforço (na máxima do Tolstoi, que não vou repetir) da universalidade, ainda que dentro da "comuna"... Aqui no sentido de comunidade, ou do burgo, se preferirem, gosto desse jargão ... Só para chatear a ortodoxia acomodada e cúmplice...
A vida continua e faremos tudo de outra maneira...
A música que embala o texto era o prefixo do "Canal 100", um telejornalismo criado na década de 1950 pelo Carlos Niemeyer (é parente do "home", do Oscar)... E fazia enorme sucesso, pelas inovações e as várias câmeras que dispunha nos estádios para captar as imagens e sons do campo... Quase tudo o que se tem de imagens dos tempos românticos do futebol brasileiro são do arquivo do "Canal 100"... Era apresentado sempre, antes das sessões de cinema...
Deixou saudades...

FINAL DE CAMPEONATO

Por Olsen Jr.

Inevitável.

Well, essa é a palavra (e não tem outra) para a abordagem desse assunto. Em todos os lugares em que vou, o café, o posto de gasolina, o restaurante, na rua inclusive, o assunto é o mesmo: a última (38ª) rodada do campeonato brasileiro de futebol.

Pela primeira vez, na era dos pontos corridos, chegam entre os quatro finalistas, três equipes (Internacional, Palmeiras e São Paulo) com o mesmo número de pontos (62) para decidirem no limiar do torneio. Ah! E uma delas (Flamengo) com dois pontos a mais, sugerindo que nada está decidido.

O que está pegando, como se diz, é que o destino caprichoso permitiu que fossem possíveis duas equipes rivais em seu Estado de origem, no caso o Internacional e o Grêmio e que esta última pudesse “favorecer” a outra caso ganhe ou empate o jogo. Então a pergunta que se faz, será que “eles” vão se empenhar (mesmo não disputando mais colocação nenhuma uma vez que não podem auferir ganhos além da posição onde estão) como em uma disputa normal ou irão fazer “corpo mole” para com isso desclassificar o tradicional adversário?

Tudo é possível pela razão muito simples, não se discute estratégia de combate com o adversário.

Acontece que nós, os brasileiros, temos o péssimo hábito de buscar um “culpado”, um responsável, um bode expiatório para tudo, mesmo que não haja uma punição – caso se encontre – o tal. É uma espécie de “herança jesuítica”, se encontramos o “verdadeiro” causador de nossa aflição, então nos eximimos da culpa, em decorrência, não temos remorsos. É isso que nos perturba: o remorso.

Sejamos francos, durante quase um ano inteiro o teu clube entrou em campo, uma vez por semana. Os jogadores foram lá, deram tudo de si, é o que se supõe, se empenharam por um resultado, ganhando, perdendo ou empatando. Agora, à luz de um distanciamento histórico (olha a redundância) você que é torcedor fica analisando e diz, mas bah! Se naquele jogo com o Barueri, “eles” não tivessem ficado no 1 à 1, e o teu clube fizesse logo o 1 à 0, então, os dois pontinhos não estariam fazendo falta, e o resultado na última rodada dependeria somente das próprias forças, não é mesmo?

Concluindo, mas esse tal “se” (sempre ele) não entra em campo e, portanto, não joga nada. “Se” para cá e “se” para lá, agora, de pouca utilidade prática.

Quando era guri, havia na coleção “Tesouro da Juventude” uma sessão chamada “O mundo dos esportes”, acho que era isso, e me interessava pelos campeões em todas as áreas, lembrei do boxe porque li recentemente uma nota que me deixou chateado. Claro, em cada modalidade tem uma espécie de “Pelé”, um cara diferenciado, inigualável. No boxe, além do Rock Marciano (que nunca perdeu uma luta e morreu num desastre de automóvel) havia o Cassius Marcelus Clay (depois Mohammad Ali, adotando a religião mulçumana para escapar do serviço militar), que depois de ser campeão olímpico e em sua primeira luta como profissional ganhou do então campeão Sonny Liston, mas que a luta teria sido “arranjada”. A mulher de Sonny, Geraldine afirmou que ele, seu marido lhe havia dito que ganharia muito dinheiro caso perdesse a luta no primeiro assalto...

O punho cerrado de Sonny Liston media 35cm. Receber um soco dele, se dizia, era como receber um golpe de pá no rosto. Depois disso, ficaram as dúvidas.

Num País de escândalos como o Brasil onde a justiça está longe de punir os responsáveis desaconselhando mesmo a honestidade, o esporte, no caso específico do futebol, ainda parece ser um reduto inexpugnável de lealdade e decência. É no que precisamos acreditar, portanto, não me passa pela cabeça que um atleta entre em campo (beneficiando quem quer que seja) para perder um jogo, ninguém quer tal estigma em sua carreira.

Ah! E se o título não vier, cada equipe, das quatro em condições de arrebatá-lo, saberá encontrar em sua própria trajetória uma boa explicação para o fracasso, sem precisar recorrer a um adversário para puni-lo com um desdém que por natureza lhe é inerente.



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