Estou tentando assistir o desfile da Nêgo Cosinha Max Quirida pelo site da Prefeitura e não abre porra nenhuma. A tão anunciada transmissão ao vivo pela internet, parece que ficou, por enquanto, no negócio. Teria o suporte da Ciasc e imagens "cedidas" pela RBS TV.
Já vi no blog especial de carnaval da RBS o escudo da prefeitura e a bandeirinha do governo do estado. Tá entrando dinheiro no cofre dos gaúchos. Mas aqui na minha internet não entra nada. E não é porque estou na França. A propaganda da prefeitura dizia que a transmissão pela internet era para o mundo todo. Se é pela internet é para o planeta todo, né seus tansos !
Bem, aqui já são 1:20h. Vou dar uma olhadinha no Le Havane antes que feche. Fecha tudo às 2:30h aqui. Tá frio lá fora, mas um frio noturno saudável...pra quem gosta. Au revoir
Todo o ano parece a mesma coisa, mas não é. Sim, tenho uma vaga lembrança de um carnaval em que, com menos de dez anos, saí fantasiado de chinês, junto com o meu irmão. Naquele tempo o lança-perfume era permitido e, com exceção de um ardor nas vistas porque um filho da mãe me borrifou a cara, não me lembro de outro efeito colateral.
Por que, chinês? A escolha não foi minha. Talvez, arrisco, para sair do lugar comum.
Fugir de um estereótipo criando outro. Paradoxal. Cretino. Ridículo.
Hoje, se tivesse a mesma energia, sairia de palhaço. Está certo, tem de ter talento para ser palhaço. O estereótipo novamente. Não me sinto engraçado e nem fazendo graça, mas não sei por que, tenho a sensação de que alguém está rindo... Tem sempre alguém rindo ali nos bastidores...
Está bem, moro em um lugar aonde as pessoas vêm passar as férias. Estou tão habituado que nem percebo mais. Quer dizer, deixei de me assombrar, aparentemente. Sei que não é verdade, mas preciso me atochar de heroísmo para manter tudo funcionando. Para parecer ser um cidadão normal – como diria o Raul Seixas - Sei como tudo funciona e isso é chato.
O trânsito flui dos dois lados, se por um acaso o fluxo parar porque alguém está manobrando o carro no meio da pista, sei que a placa do veículo é de São Paulo; se dois automóveis andarem no mesmo sentido, lado a lado, com alguém de um veículo conversando com o outro como se estivessem sozinhos na rua, os dois carros tem a placa do Rio de Janeiro; se houver uma fila quilométrica atrás de um carro à 20km/h, a placa é da Argentina; metade do carro em cima da calçada e aparentemente perdido, é baiano; parado no meio da pista e querendo uma informação, mas sem pressa, é mineiro; estacionado embaixo de uma árvore e procurando um lugar para fazer um fogo, é gaúcho; dois veículos parados com os porta-malas aberto e tocando músicas diferentes aporrinhando todo o mundo, são goianos... Os famosos agro-boys (ou será bois?) do cacete... Ah! Se a mulher estiver toda paramentada, como se estivesse indo para uma festa, embora vá à praia, com direito a jóias e tornozeleira, well, 100 contra um, é do Paraná, está bem, eu sei, é de Curitiba...
Tristes Trópicos diria o Levi Strauss... Dura punição para quem mora no paraíso, digo eu...
A mulher que penso, saiu da capa de uma revista da moda, liga dizendo que está com saudades... Um dos filhos foi para uma praia, o outro saiu com os amigos para outra praia e o marido foi pescar... Puta que os pariu penso, o que está acontecendo com o mundo? Ninguém mais tem consciência do “estar aqui”... Lamento não possuir sensibilidade para este apelo (vai acento aí ou não?), mas gostaria de me apaixonar, palavra, gostaria mesmo... Pouca coisa me comove... Depois que tive a certeza de que não há saída (a não ser, como se dizia na época da estratocracia, o Galeão ou no caso aqui, o aeroporto Hercílio Luz)... A última vez que me enterneci, foi com a morte de um amigo do meu filho... Porque eles são jovens, a juventude me comove... Mas nós não conseguimos melhorar o mundo para eles, aliás, acredito que o pioramos...
Na Academia Catarinense de Letras, um desembargador aposentado forja o voto (de um acadêmico que não foi votar, não enviou o voto e nem poderia por estar como mal de Alzheimer), o cara faz isso depois de estar aposentado, imagine o que fez quando estava na ativa... A prefeitura de São José faz uma licitação para a decoração de carnaval de um clube, uma casa e um camarote... Dois dias antes de se abrir os envelopes, a “empresa” de um funcionário da mesma prefeitura já está trabalhando na área... Espera aí, os envelopes sequer foram abertos e já se sabe quem levou o “presente” superfaturado, para variar, foram R$280 mil desta vez... Como é que eu sei? Antes de ser escritor, sou jornalista...
Em qual patife vamos votar para presidente do País? Quero dizer, para governador do Estado? Digo, para prefeito? Não, para diretor do clube? ... Pô! Desculpem, estou me repetindo!
Alberto deixou um novo comentário sobre a sua postagem "DIÁRIO DA PROVYNCIA V": Vote naquele que esta sendo perseguido e massacrado pela grande mídia, sem que haja motivo plausível para tal perseguição. Este sera o menos patife para se votar.
Victor deixou um novo comentário sobre a sua postagem "DIÁRIO DA PROVYNCIA V": Pois eu vou fazer melhor, Vou anular o meu voto. Pena não ser mais a época do papel e caneta, senão riscaria a cédula todinha, de tanta raiva. A gente vê o que está acontecendo no DF (ainda que duvide de uma punição ao final) mas pergunta: pôxa, como é que lá eles conseguiram, e aqui fazem uma atrás da outra e nunca dá em nada? Aqui, o bigodudo que inventou a receita dessa tríplice (quádrupla, quíntupla..)GELÉIA GERAL é quem tá rindo, Olsen.
Dário Pinheirinho de Natal Berger e Leonel R$ 100 mil Pavan reagem às acusações de corrupção, formação de quadrilha e desvio de dinheiro público e ameaçam tomar o poder. Pavan, assumindo o governo de Santa Catarina no caso de vacância de Luis Henrique Boceli da Silveira, outro enrolado em investigações de crimes eleitorais e outros mais. Já Dário Berger, o prefeito itinerante de Florianópolis, após um periodo na muda, coloca a quadrilha na rua e tenta tomar de assalto o lugar que seria de Eduardo Pinho Moreira, todos do PMDB, "o partido que gosta de roubar". Dário, abrigado no PMDB por oportunismo político, joga tão pesado quanto Leonel Pavan. Os dois grandes gangsters da política catarinense tem dinheiro e poder de fogo de articulação. Apostando em uma aliança com o PT, seguindo o rastro de meliantes nacionais como José Sarney e Renan Calheiros, conta com o apoio de prefeitos da Grande Florianópolis e do ex-governador Paulo Afonso, outro corrupto de letra conhecida. Dário estaria por trás das denúncias de corrupção na Celesc, maior fonte de caixa 2 para a campanha de Eduardo Pinho Moreira. Leonel Pavan pressiona o seu partido a reagir e sair em sua defesa. Depois dos acontecimentos em Brasília, com a prisão de governador José Roberto Arruda, em ação inédita e surpreendente da justiça brasileira, após um breve exilio em Gramado (RS) Pavan volta à cena política e confirma sua disposição de assumir o governo. É denunciado pelo Ministério Público Federal, em Brasília, e pelo Estadual. A ação de Pavan assumindo o governo contamina qualquer iniciativa dos Demos. Quem mais sai perdendo nesta jogada é o candidato Raimundo Colombo. Semi contaminado pelo seu ex-colega de partido, José Roberto Arruda, Colombo ficaria enlameado ao colocar-se ao lado de Pavan subindo em um palanque que nem mesmo José Serra, candidato à presidência da República subiria.
Marcelo Souza deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Dupla do barulho reage e ameça tomar o poder": O problema é que esta eleição vai estar contaminada pelas negociatas em torno da campanha presidencial - que também será plebiscitária , conferindo se Lula consegue eleger poste ou não [nesse caso o poste do PT já está definido(???)]. Em SC as facções criminosas aliadas a grande mídia local tomaram conta do Estado , e, segundo informações de amplos setores do funcionalismo estadual - Luiz Henrique Bocelli da Silveira é o Alí Babá e os seus secretários os 40 ladrões, tal é o nível de descalabro, descaminho, prevaricação e roubo a luz do dia. Logo, o financista de campanhas anteriores de LHS - o vice-corrompido Arrows, fechou o cofre, restando ao nosso megalomaníaco candidato ao senado busca outra fonte clara de financiamento - Dário Casvig Berger, com suas empresas de vigilância e os contratos denunciados por Esperidião Amin na campanha anterior, serve de fonte robusta para os desejos eleitoreiros. Resultado, o governador já tem o nome para seu lançamento. No PT, a saia justa da senadora são seus envolvimentos com a defesa de figuras carimbadas da maracutaia política nacional, e, os casos rumorosos de uso ilicito de recursos para benefício de filhos e nora, além de ex-marido e família. Resultado: a eleição será carregada de propostas inócuas, inexiquiveis, e com muita artilharia pesada. Melhor continuar na França , esperando a neta nascer.
Fico sabendo agora que o jornalista Pedro França foi encontrado morto em seu partamento em São Paulo. Uma grande perda para todos os que o conheciam e para o jornalismo de verdade.
Conheci Pedro França, o Francinha, em Florianópolis através dos amigos Belmiro Sauthier e José Antonio Ribeiro, o Gaguinho. Convivemos durante alguns anos e nos encontrávamos seguido no bar do Diabão na praia do Santinho.
Inteligente, papo manso e agradável, era tido como "o único jornalista rico, fino e chique de São Paulo." Essa expressão foi publicada diversas vezes, no Jornal da Tarde, nos anos 70 e início dos 80, nos textos assinados por seu amigo Telmo Martino, na editoria de Variedades - textos carregados de humor e muito veneno, uma espécie de coluna social sobre os famosos da época que não era assinada como coluna social. Pedro França Pinto, morto ontem em São Paulo, aos 59 anos (completaria 60 no próximo mês de março), fez Direito na Pontifícia Universidade Católica (PUC) e História na Universidade de São Paulo (USP), mas tornou-se jornalista logo que deixou o curso. Trabalhou no Grupo Estado por mais de 25 anos. Foi repórter, redator, subeditor e editor no Jornal da Tarde, a partir de 1974, onde começou como setorista do Palmeiras (embora fosse torcedor fanático da Portuguesa) e passou pelas editorias de Esportes, Reportagem Geral e Variedades. Deixou o jornal por alguns anos no fim da década de 80, para o que costumam chamar de período sabático - uma temporada em Florianópolis, distante do jornalismo diário. Matéria completa no Estadão.