Por Sérgio Rubim
Leio nas páginas que um pequeno artigo assinado pelo ex-desembargador Silveira Lenzi tocou nos brios de alguns integrantes da OAB que ameçam tomar medidas extremas contra o signatário. O artigo, que para mim pareceu de uma leveza extrema frente ao escandaloso caso das listas sextuplas, está merecendo uma reação desproporcional e ridícula de certos advogados da OAB, não todos.
A tentativa de criminalizar a discussão é de um destempero atroz. Na verdade é uma jogadinha de malandro agulha: atacam a forma e desviam do conteúdo. Por que não discutem abertamente os nomes que colocaram nas listas para disputar cargos de desembargadores e que parecem não preencher os mínimos requisitos exigidos pela lei?
O simples fato de Silveira Lenzi ter levantado suspeitas sobre nomes indicados pela ordem teria deixado os adevas desconfortáveis. Desconfortáveis??!!!! Deviam é estar com vergonha! Um processo que se arrasta desde o governo Leonel Pavan que seria um dos beneficiários das indicação que teriam sido acertadas em quatro paredes, já é de domínio público há muito tempo. Todos sabem o que vocês fizeram no verão passado (eheheh).
E se as acusações de Silveira Lenzi estiverem corretas? A OAB pedirá as listas de volta?
Bem, uma das acusações contra o ex-desembargador Silveira Lenzi é de que cometeu um "ato de covardia" ao não citar nomes no texto. Bem, se isso é crime eu estou safo! Sempre em meus artigos, denunciando esse baile de cobra, coloquei os nomes de Ronei Danielli e Oscar Juvêncio.
*Diz o ditado que em baile de cobra sapo não entra. Nesse caso acho que todos devem sapear. Afinal é indicação de pessoas que futuramente julgarão ações públicas. Dos cidadãos.
Li agora na coluna do Prisco: Silveira Lenzi lembra que quando foi indicado e nomeado desembargador, houve o cancelamento da inscrição na OAB, “por ter-me tornado magistrado. Aposentado pela compulsória, não me reinscrevi na Ordem, mantendo a minha opção e a minha palavra”.
“O advogado que pretende a minha expulsão da OAB, porque escrevi verdades, deveria informar-se (ou auto-expulsar-se pelo desconhecimento) de que ex-presidente é cargo honorífico pétreo e que não se pode expulsar quem não está inscrito na instituição”, finalizou Lenzi.

Baile de cobra