domingo, 1 de maio de 2011

Raimundo Colombo deixa o DEM e vai para o PSD

Do blog do Noblat

Governador de Santa Catarina deixa o DEM

Em reunião terminada há pouco em Florianópolis, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, decidiu que vai deixar o DEM para embarcar no PSD.
O encontro contou com a participação de integrantes da bancada dos deputados estaduais e federais.
Colombo leva com ele sete deputados estaduais do DEM e três deputados federais do partido eleitos pelo estado nas últimas eleições.
Dois dos federais, Paulo Bornhausen e João Rodrigues, atualmente são secretários do governo de SC. Já Onofre Santo Agostini mantém o mandato na Câmara.
O ato oficial de ingresso no novo partido deve ocorrer nas próximas duas semanas. Colombo é o mais cotado para ser o presidente do novo partido no estado.
O governador faz parte do grupo do presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen, que, em fevereiro deste ano, foi derrotado com a confirmação do senador Agripino Maia (RN) para a presidência do partido.
A decisão de Colombo pode ser considerada como uma grande baixa no DEM que perde um dos dois governadores eleitos em outubro.
Além de Colombo, o partido conseguiu emplacar para o governo do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, aliada de Agripino Maia.
Na semana passada, Maia chegou a dar o tom do impacto que deve gerar no partido a saída de Colombo ao afirmar que “só com a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarlini, o partido não resiste”.
(Comentário de Noblat - Era uma vez um partido que tinha dois governadores - o de Santa Catarina e o do Rio Grande do Norte. A deserção de Colombo, acompanhado de tantos deputados, servirá para esquentar a conversa da fusão do que resta do DEM com o PSDB. Até setembro, o partido do Kassab deverá ser dono da quarta maior bancada de deputados federais. Dilma agradece. Será mais um partido para fazer parte de sua base de sustentação. Nunca antes na história deste país tantos partidos apoiaram um presidente da República.)

Augusto J. Hoffmann deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Raimundo Colombo deixa o DEM e vai para o PSD": Fisiologismo puro, não há dúvidas. E o lado mais sórdido dessa aventura, o do eleitor. O gesto corresponde a uma oferta de um bom cardápio, repleto de alimento apetitoso. Então eleitos, trocam as vestes, ideologias, convicções e, de carona, as promessas. Como se, ao servir esse banquete, retirassem o prato debaixo da comida. E o eleitor, com fome, recomeça procurando outro fast food.

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Música portuguesa com certeza



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A sociedade pulverizada

Por Marcos Bayer

     A sociedade caminha do jeito que sabe, inventando o que pode e aumentando sem parar. Já estamos próximos dos sete bilhões de humanos no planeta. Ao longo do século 20 assistimos a explosão da comunicação. Telégrafo, rádio, TV e a WWW (world wide web).

     Hoje, a informação passa de um direito fundamental do cidadão à condição de “produto”. As empresas jornalísticas, em geral, também no Brasil, têm no governo seu grande cliente. E aos governos interessa esta “relação perigosa”. Neste contexto, uma geração de jornalistas brasileiros começa a  envelhecer em vários sentidos: Pela queda na credibilidade, pela incapacidade de atualização descomprometida da “versão oficial” ou pela censura interna.

     Alguns, por interesse e ou vantagens pessoais (aí incluídos seus familiares) divulgam suas “verdades”. Também, os “assessores de imprensa” pagos para divulgar fatos e atos sugeridos pelo patrão.

     Neste contexto, o crescimento de “blogs” de variadas tendências tende a ocupar o espaço que pertencia à chamada imprensa. As versões e interpretações dos fatos, agora, são múltiplas. Como nas duas grandes guerras mundiais, onde os aviões de uma determinada força despejavam informação ou contra-informação, num específico território.

     Os reflexos desta nova configuração são, ainda, imprevisíveis. Mas, claramente, evidenciam uma sociedade pulverizada. Uma sociedade global que em breve terá à sua disposição, todos os canais de rádio e TV em funcionamento nos países componentes da nova rede. A Internet é um “meio” ainda em constituição.

     A capacidade de crítica e divulgação aumentará de formas a revelar ao grande público aquilo que deveria ser ocultado. A figura do jornalista desaparecerá. Veremos “empregados da comunicação”, uns ganhando mais, outros menos, divulgando as informações autorizadas pela empresa.

     Os livre-pensadores estarão nos blogs. Aparentemente, o último refúgio da liberdade de
expressão.

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Aaaaahhhh Paris...

Foto de Milton Ostetto


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