quinta-feira, 9 de junho de 2011

Se Daniel Dantas corria perigo imaginem as elites brasileiras

Bastante esclarecedor o artigo do Jotavê, no Luis Nassif Online, sobre a gigantesca operação de salvamento do banqueiro Daniel Dantas. O voto do catarinense Jorge Mussi, ministro do STF, foi decisivo para livrar o banqueiro e fazer, mais uma vez, a impunidade triunfar no Brasil

(...) O que aconteceu nesse episódio foi muito algo muito simples. Criou-se o mito de um "ativismo político" na Polícia Federal, com ramificações na Justiça. Se Daniel Dantas não estava a salvo, quem mais dentro das elites brasileiras poderia sentir-se a salvo

    (...) Hoje, com a poeira já assentada, vemos a que tudo se resumia, em última instância - um delegado, na ânsia de levar a cabo uma operação policial sabotada por seus superiores, usa uma brecha efetivamente existente na lei, e chama agentes da Abin para ajudá-lo nas operações - todas, absolutamente todas devidamente AUTORIZADAS PELO JUDICIÁRIO. Foi em torno disso que o circo se armou. Foi com esse argumento pífio que a impunidade, mais uma vez, triunfou no Brasil. Sem o pano de fundo da paranóia, vemos agora essa gigantesca operação de salvamento reduzir-se àquilo que ela realmente é - uma chicana bem conduzida por advogados matreiros. Nada além disso. Leia o artigo completo no Luiz Nassif online

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Angela Albino denuncia safadeza de Luiz Henrique da Silveira em assembléia de professores

A denúncia da deputada Angela Albino, já havia sido feita por este blog em 13 de fevereiro deste ano (leia aqui). Luiz Henrique o pagou R$ 9,7 milhões em material que não foi distribuído às escolas.
 “Equipamento de capacitação” foi  adquirido com dispensa de licitação em dezembro de 2010 e está até hoje guardado em depósito; em sites de venda na internet os mesmos produtos podem ser adquiridos com valor até 60% mais baixo do pago pelo governo catarinense

    O governo do Estado e a Secretaria da Educação, que alegam deficiência de caixa para conceder reajuste salarial aos profissionais da rede pública de ensino, pagaram, em dezembro do ano passado, no apagar das luzes, R$ 9,7 milhões, com dispensa de licitação, na compra de “equipamentos de capacitação” educacional.

    Os referidos “equipamentos” são, na verdade, brinquedos LEGO, que foram fornecidos por uma empresa com sede em São Caetano do Sul (SP) e até hoje se encontram encaixotados em um depósito da Secretaria da Educação. Ou seja, não foram distribuídos às escolas.

    Em sites de venda na internet os produtos podem ser adquiridos com valores até 60% mais baixo do pago pelo governo (leia-se contribuinte) catarinense.

    A denúncia foi encaminhada à deputada Angela Albino (PCdoB), que exibiu as seis notas fiscais que, somadas, chegam a R$ 9.750.000,00 durante assembléia dos professores, na Capital.

Deputada exibe as notas fiscais da compra milionária
Caso será denunciado
ao TCE e ao MPE 
    
    Angela vai fazer um pedido formal de informações ao governo do Estado e à Secretaria de Educação. A deputada deseja esclarecer, entre outros pontos, os motivos da dispensa de licitação, a justificativa do valor da compra, a explicação dos motivos da não-distribuição dos equipamentos, os critérios para escolha da empresa fornecedora, a forma como foi pago o recurso e os respectivos comprovantes de depósito. 
    A deputada também vai levar o caso ao conhecimento do Ministério Público e do Tribunal de Contas do Estado, para que os dois órgãos tomem as providências que julgarem necessárias. 
- Ao que tudo indica estamos diante de um escândalo que envolve milhões de reais em recursos públicos. A sociedade exige um esclarecimento exaustivo por parte do governo do Estado – afirma a deputada Angela Albino.
    Do Cangablog: Aqui, durante sua administração, Luiz Henrique da Silveira gastou nada menos que R$ 7,4 milhões com a brincadeira do Lego. R$ 5,4 milhões pelos bloquinhos de plástico e, pasmem, mais R$ 2 milhões para os professores aprenderem a usar o complexo brinquedo.
Isso que é investir em educação! E tem professor que ainda reclama!!!!

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Com proposta do governo professores terão que devolver dinheiro!

Algumas considerações sobre as "grandes" propostas do governo para os professores.

Cálculo simplista sobre as propostas do governo até o momento.

 
    Cada professor (em torno de 65.000) no Estado ganha o Prêmio Educar/Jubilar - R$ 200,00, certo! Então se multiplicarmos R$ 200,00 x 65.000, teremos R$ 13 milhões.

    Vamos fazer uma média, e estou sendo bem pessimista. Mas imaginemos que a Regência de classe por professor (e todos os demais do quadro do magistério) seja de R$ 95,00, multiplicados por 65.000 professores, teremos um valor de R$ 6.175.000,00.

    Agora somemos as duas continhas acima: R$ 13.000.000,00 + R$ 6.175.000,00 = R$ 19.175.000,00. 
     Conclusão: Dos 22 milhões que o governo diz que vai gastar conosco, nesse "novo" Plano de Cargos e salários, o governo entra com um aporte de caixa de menos de R$ 3 milhões. O resto da grana já nos pertence, pois já recebemos em nossas olerites o Prêmio Educar/Jubilar e a Regência de classe (que varia de 25% a 40%).

    Sem lembrarmos do premio assiduidade, que também será incorporado, o governo vai gastar menos com a nova tabela do que gasta com a nossa antiga... ou seja, com a aceitação desta proposta estaríamos devolvendo dinheiro para o governo.

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Fazer um banqueiro feliz não tem preço!


    O catarinense Jorge Mussi, ministro do Supremo Tribunal de Justiça, desempatou o julgamento do processo contra o poderoso banqueiro Daniel Dantas (Banco Oportunity), anulando toda a Operação Satiagraha, da Polícia Federal, e livrando o banqueiro da condenação por corrupção ativa.

     Operação Satiagraha
    A Operação Satiagraha foi deflagrada pela Polícia Federal em 8 de julho de 2008 contra uma quadrilha que praticava crimes financeiros. As investigações iniciais começaram ainda em 2004, após a Operação Chacal, que indiciou o banqueiro Daniel Dantas, e algumas pessoas que trabalhavam para ele, por espionagem.

    A última fase de investigações da operação durou dois anos e, no dia em que foi deflagrada, prendeu Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, e o investidor Naji Nahas, acusado de ser o responsável pela quebra da bolsa do Rio em 1989.

    Segundo a Polícia Federal, as informações que deram origem à ação foram passadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a Procuradoria da República em São Paulo. Esse material, junto com dados de outras operações da Polícia Federal, mostrou a existência de uma “grande organização criminosa” que, de acordo com a PF, era comandada por Dantas e especializada em desvio de verbas públicas.

 DECISÃO
Participação da Abin tornou ilegais investigações da Operação Satiagraha
     A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou ilegais as investigações da Operação Satiagraha e anulou a ação penal em que o banqueiro Daniel Valente Dantas, do grupo Opportunity, havia sido condenado por corrupção ativa. Por três votos a dois, os ministros decidiram nesta terça-feira (7) que a operação da Polícia Federal foi ilegal em razão da participação de funcionários da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e que, por isso, as provas reunidas na investigação não podem ser usadas em processos judiciais. 

    Bem, todo o mundo sabe quem é  Daniel Dantas. Tem um porrada de documentos provando a sua atuação no comando de uma quadrilha que rouba dinheiro público. Daí como encontraram uma chincana jurídica, onde a participação da Abin torna toda a Operação Satiagraha ilegal, o home é inocentado!!!!!!

    O mérito não tem importância! Eu deveria ter feito Direito!!!!!

    O Dr. Mussi deve ser um dos muitos honoráveis que habitam  por aqui. Cheio de comendas e "honrado com uma vida dedicada a sociedade catarinense".

    Me empresta o saquinho Tambosi!
AFFFFFE!!!!  

Lila deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Fazer um banqueiro feliz não tem preço!": Caríssimo Canga. Acho no Brasil, em muitos casos, texto da Lei e bom senso são antagônicos; texto da Lei e políticas públicas efetivas são excludentes; texto da Lei e justiça são praticamente antônimos; texto da Lei e corrupção, praticamente complementares... 


Augusto J. Hoffmann deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Fazer um banqueiro feliz não tem preço!": Nesses agitados dias, quando comemoramos a democracia derrubando Palocci, o diabo, como de costume, urdia outra, bem pior. Vamos ser justos: o peixinho palocci abocanhou uns 20 milhões, com o seu 332 do CP. Enquanto espocava o foguetório, o Nunca Dantas se escapava de um crime, calculado por baixo, de mais de dois bilhões de Reais. Hora boa para lembrar da frase de um agricultor da américa central: a Justiça é como uma serpente, só pica os descalços.
 

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Palocci e O Novo Príncipe


     Se o finado ministro Palocci tivesse lido "O Novo Príncipe" (Ed. El Ateneo), de Dick Morris, coordenador da campanha de Bill Clinton em 2006, talvez tivesse se saído melhor do rolo em que se meteu quando veio a público a sua roubalheira, pessoal, e não para o PT como já havia feito outras vezes.

     Entre os vários temas abordados por Morris em seu livro, além de nos fazer entender os meandros da comunicação política, marketing eleitoral e meios de comunicações modernos, está um capítulo sobre: "como sobreviver a um escândalo".

     Escreve Morris: "Não há como ganhar na cobertura de um escândalo. A única maneira de sair vivo é falar a verdade, aguentar o tranco e avançar". Lembra que nos EUA, quando a imprensa abre um escândalo, tem munição guardada para os próximos dias. Os editores fatiam a matéria, pedaço a pedaço, para, a cada dia, ter uma nova revelação. De nada adianta querer suturar o escândalo com uma negação reativa, pois virão outras logo depois, desmoralizando a defesa. E outros veículos entram, com fatos novos, para desmentir.

     Segundo ele, a chave é não mentir. O dano de mentir é mortal. "Uma mentira leva à outra, e o que era uma incomodidade passa a ser obstrução criminal à Justiça". A força de um escândalo é a sua importância política. As pessoas perdoam muito mais aqueles fatos sem relação com o ato de governar. E ir acompanhando a reação do público. "Se os eleitores se mostram verdadeiramente escandalizados com o que se diz que ele fez, é melhor que não tenha feito. Roubar dinheiro quase sempre não se perdoa".

(Com informações do ex-blog do Cesar Maia)

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Enquanto o salário não vem

Atividades do Caeira 21 são imprescindível apoio educacional durante greve dos professores

     Algumas decisões políticas afetam profundamente as vidas dos mais necessitados, aqueles que pouco podem interferir na vida pública. A greve dos professores da rede estadual deixou milhares de estudantes sem aula e sem o imprescindível amparo educacional.

     Nesses momentos é ainda maior a importância de projetos como o Caeira 21. Situado na quadra da Escola de Samba Consulado, em Florianópolis, o Caeira desenvolve atividades artísticas, esportivas e pedagógicas com crianças da comunidade da Caeira do Saco dos Limões há 21 anos. A grande maioria dos mais de 200 infantes de 7 a 18 anos atendidos hoje está sem aulas, mas encontra suporte educacional no projeto.

     Oficinas de artes plásticas, cênicas, Boi-de-mamão, futebol, capoeira , Bateria Mirim e outras atividades desenvolvidas pelo projeto ajudam a manter essas crianças longe das ruas, ocupadas com atividades produtivas. O Saco dos Limões apresenta alguns dos maiores índices de violência e tráfico da capital.


    A ONG GTCC e o Grêmio Recreativo Escola de Samba Consulado são os mantenedores do Projeto Caeira 21, que também é patrocinado pela Eletrosul e pela
alquimidia.org. A Prefeitura Municipal de Florianópolis, o Sesi, o Sesc e o Governo Federal apoiam as iniciativas.

Mais informações no site
www.projetocaeira21.org.br.
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