É impressionante a facilidade e a rapidez com que os irmãos Berger fazem negócios com prédios e espaços públicos, quando no poder.
A última grande transação feita por Djalma Berger, prefeito de São José e irmão de Dário Berger, prefeito de Florianópolis, está dando o que falar.
Djalma vendeu o prédio do Centro Administrativo de São José para o poder judiciário por R$ 14 milhões. O negócio envolveu um terreno de 12,6 mil metros quadrados e área construída de 5,5 mil metros quadrados e foi fechado na tarde do dia 21 de julho de 2011.
O contrato e a respectiva escritura de compra e venda do imóvel foi assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Trindade dos Santos e pelo prefeito Djalma Berger.
No contrato está escrito que o Poder Judiciário deveria tomar posse definitivamente a partir de 1º de dezembro de 2011.
Djalma vendeu o prédio do Centro Administrativo de São José para o poder judiciário por R$ 14 milhões. O negócio envolveu um terreno de 12,6 mil metros quadrados e área construída de 5,5 mil metros quadrados e foi fechado na tarde do dia 21 de julho de 2011.
O contrato e a respectiva escritura de compra e venda do imóvel foi assinado pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Trindade dos Santos e pelo prefeito Djalma Berger.
No contrato está escrito que o Poder Judiciário deveria tomar posse definitivamente a partir de 1º de dezembro de 2011.
O ROLO
Acontece que o prefeito Berger vendeu o prédio sem ter outro lugar para levar seus barnabés e abrigar suas secretarias.
O moderno Centro Administrativo foi inaugurado em março de 2001 por Dário Berger, irmão do atual prefeito, Djalma. Dário, há época prefeito de São José, transformou o prédio no grande ícone da modernidade e de gestão pública da sua administração. O que se chamava antigamente prefeitura virou Centro Administrativo.
Nos discursos do prefeito esse era um grande passo para centralizar as ações do executivo municipal o que só traria vantagens aos seus munícipes.
Passados 10 anos, seu irmão, Djalma Berger, transforma o Centro Administrativo em dinheiro.
Após fechar o negócio, Djalma Berger justificou a transação da seguinte forma:
"Mais que uma simples transação imobiliária, o ato reveste-se de importância histórica, por marcar o início de uma parceria entre o Judiciário e o município de São José. Os prédios competiam entre si, agora o Judiciário poderá expandir seus serviços, e nós também teremos condição de aglutinar nossas secretarias em benefício da população”. (fonte)
"Mais que uma simples transação imobiliária, o ato reveste-se de importância histórica, por marcar o início de uma parceria entre o Judiciário e o município de São José. Os prédios competiam entre si, agora o Judiciário poderá expandir seus serviços, e nós também teremos condição de aglutinar nossas secretarias em benefício da população”. (fonte)
Aglutinar onde prefeito Djalma???
Na urgência de fazer "caixa", Djalma Berger, candidato à reeleição pelo PMDB, esqueceu de providenciar um novo local para instalar a estrutura administrativa do município.
Como o prazo para ocupação do Fórum de São José era 1 de dezembro, o judiciário já começou a ocupar algumas salas do antigo Centro Administrativo, desalojando os servidores que não sabem para onde ir.
Sob pressão para desocupar o imóvel, Djalma Berger tomou uma medida de emergencia e decidiu instalar-se no prédio do Colégio de
Aplicação localizado na Beiramar de São José. Este prédio está sendo construido com verbas do FUNDEB e a sua ocupação caracterizaria um desvio de finalidade, crime previsto em lei.
A obra projetada para abrigar salas de aulas não está terminada e sequer habite-se tem.
Provavelmete o prefeito encontrará uma solução rápida para o seu problema: alugar prédios privados em São José para receber a atual estrutura operacional das
secretarias, fundações e autarquias municipais.
Moral da história
A familia Berger que administra os municípios de São José e Florianópolis há 20 anos e construiram suas carreiras políticas com o discurso de gestores modernos, planejadores com visão de futuro, se permitem esse tipo de ação que deixa qualquer cidadão consciente perplexo pela ousadia e cara-de-pau.
Um constróe e faz disso um discursso de gestor moderno. O outro vende e justifica que está fazendo um bem público!
Fazem negócios!!!!!
