quinta-feira, 22 de março de 2012

O outro

Sharon...
    Por Marcos Bayer
    O outro é máximo da possibilidade humana. Um não se completa senão no outro. O quadro pintado será legitimado pelo olhar atento do outro. A música será ampliada pelos ouvidos de muitos outros, assim como o texto será pelos olhos de tantos mais.

    O amor se manifesta somente no outro. Esse tal de amor-próprio que tanto reverenciam, aqui e lá, nada mais é do que cuidado solitário. Uma ficção linguística para esconder a dor. A dor da ausência.

    A inesgotável capacidade humana para criar e dar continuidade à raça se funde na eterna percepção do outro.

Eu te vejo nos meus olhos e me vejo nos teus. 
    
Troca santa de sentidos faz do homem oportunidade monumental. 
    
Tato milenar e industrial.
    
Enfermo e dor recebe compaixão e prolonga a vida.
    
Eu fundamental em quem me sabe e sente existência atemporal.
    
Ondas e curvas físicas ou meta físicas, harmonia conceitual.
    
Ondas do mar que quebram com as ondas cerebrais.
    
Movimentos internos conduzem todas as energias vitais.
    
Talvez por isto cante o poeta: For me there is no one but you...
    
O momento da percepção do outro é o máximo da possibilidade humana.
    
E não há outra hipótese, senão esta...

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Crise na base pode sobrar para Ideli Salvatti

Do 247

Depois de substituir o deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ) na articulação política do governo, ministra das Relações Institucionais vira alvo de deputados da base e pode dar lugar ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo

     A história se repete e, depois de Luiz Sérgio (PT-RJ) ter perdido o cargo para Ideli Salvatti (PT-PR) na Secretaria de Relações Institucionais, Ideli pode dar lugar, nos próximos dias, ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Por enquanto, a informação é apenas boato -- desmentido, inclusive, pelo líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) --, como comentou nesta quarta-feira o jornalista Ricardo Noblat em seu blog, mas o tal “babado forte”, como diz Noblat, confirma a indisposição da base aliada com mais um articulador do governo.

     A troca de Ideli por Paulo Bernardo seria mais uma tentativa de Dilma para se entender com a base sem precisar se render aos caprichos dos deputados aliados – o que não vem funcionando no caso de Ideli. Quando deixou a articulação do governo para assumir o Miistério da Pesca (nem lá ele está mais), Luiz Sérgio já apontava a dificuldade de atuar como uma espécie de garoto de recados, já que é a presidente Dilma Rousseff quem define tudo, sem deixar qualquer espaço para o ministro das Relações Institucionais, que leva apenas a culpa dos fracassos no diálogo com a base aliada.

     Independente dos motivos, o fato é que Ideli vem sendo criticada no Congresso Nacional por seu estilo “truculento”, na tentativa de impor as vontades do Palácio do Planalto. Parte dos ataques é atribuída ao grupo ligado ao deputado e ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza, que perdeu o posto para o colega Arlindo Chinaglia (PT-SP) – Vaccarezza cobiçava a Secretaria de Relações Institucionais antes de Ideli assumir.

     E, no caso de uma substituição, com quem ficaria o Ministério das Comunicações? Segundo os boatos ouvidos por Noblat, com Fernando Pimentel, o atual ministro do Desenvolvimento Industrial, “às voltas com a Comissão de Ética da presidência da República porque ganhou dinheiro como consultor de empresas, mas não consegue provar que de fato prestou consultoria”, registrou o blogueiro.
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