domingo, 29 de julho de 2012

Ressurge El Tigre o perro charoleiro do Les Paul

    El Tigre, mi perro charolero tweetou um chamado meio desesperado. Estaria em Venice pelas duas daquela tarde outonal no Zindee, nosso tatooador taitiano predilecto. Alguma urgência assanhava-se na mensagem limitada por 140 caracteres. Voltando no tempo: chegamos el Tigre e eu nos idos de 70 na Califórnia. Lá ele vivia como motorista de limousine das mais ecléticas celebridades. Especialmente, as mais detonadas e promíscuas.   Arranjava uns trampos de sobra para um jornalista que queria ser um famoso escritor... well, Eu. Sem talento aparente, agentes ou histórias interessantes, exceto aquelas testemunhadas nas madrugadas de Hollywood... Well... a história do tweet é papo trouxa.  Estacionei a Triumph nos fundos da liquor store do HJoe aonde deixei o capacete coquinho.  Desci com vagar a ruela que levava ao estúdio, em direção ao popular passeio público aonde peitudas tipo Bay Watch, skatistas e surfistas fakes desfilam em séries e filmes hollywoodianos.
    El Tigre estava com o olhar esquisito. Rubros como sempre. Injetados como que de sal mediterrâneo. O rubor rubiáceo era diferente. Não era da marafa que o perro marafeiro era adepto em tempo integral. A agulha de sua nova tatuagem sequer encontrava seu couro pulguento. Porém, seus olhos marejavam. Mirou-me severo, com a inglória e óbvia tentativa obnubilada dos bêbados, doidos e drogados de convencer um sóbrio babaca. Disse na lata: vou ser pai!!! E a aeromoça holandesa da KLM estaria grávida de um híbrido muito freakEl Tigre me olhava com olhos de uva, JoannAnne lhe esperava a apenas 15 kms de Amsterdão e eu seria o padrinho desse enlace. Leia mais sobre essa emocionante aventura do El Tigre. Beba na fonte.

*ilustração do donthomaz




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O comunismo de Angela Albino

     Alguém vai dizer que estou atrasado, que isso não é coisa que se discuta neste momento ou que essa questão é secundária nos dias de hoje.
    A coletivização dos meios de produção e o fim da propriedade privada são os pilares do comunismo.     
    Partindo dessa premissa fico imaginando os conflitos ideológicos e a ginástica semântica que a candidata a prefeita de Florianópolis, Angela Albino, do Partido Comunista do Brasil, é obrigada enfrentar para conseguir ¨vender o seu peixe¨ em uma sociedade capitalista como a nossa. 
    Angela tem jogo de cintura, boa conversa e uma bela imagem feminina o que  ajuda muito à aceitação das suas propostas. Porém quando enfrenta uma platéia de ¨burgueses capitalistas¨, ferrenhos defensores da propriedade privada e principalmente da exploração da ¨mais valia¨, Angela sai de uma simples ginástica semântica para um verdadeiro contorcionismo ideológico.
    Parece que foi o que aconteceu no debate que participou na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), quartel general dos capitalistas catarinenses.
     Ao ser questionada sobre a utilização da Ponta do Coral, valiosa área transferida ilegalmente do Estado para um grupo empresarial privado, onde se pretende construir um mega-hotel, a nossa candidata comunista produziu a pérola abaixo. A resposta nos deixa mais confusos sobre o que pensam os políticos e se realmente acreditam em suas ideologias e princípios:
 
    Resposta da Ângela Albino, candidata à PMF, sobre a utilização da Ponta do Coral, no debate da FIESC: Estamos vivendo uma fase republicana onde a propriedade privada deve ser respeitada. Eu não gostaria que alguém fosse na minha casa dizer que o que é meu pertence aos outros. Ali é privado e como tal deve ser tratado. 
 

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CHEGOU O LIVRO DE JACK O MARUJO!

     Nei Duclós
     JACK O MARUJO é o habitante mais insuportável, divertido e apaixonado dos sete mares digitais. Agora suas tiradas antológicas estão reunidas num romance de aventuras que foi escrito on line, para encanto das mulheres e entusiasmo dos homens. Humor, drama, suspense, guerra e as mais belas frases de amor, ditas do cais ao horizonte sem fim do Mar oceano.

     O amigo do Imperador e do Almirante, o conselheiro do Grumete, o companheiro implicante do Papagaio, o namorado, noivo e marido da Sereia fala de maneira precisa, contundente, mortal. Atinge o alvo: o coração de quem ama, a paciência de quem incomoda, o medo de quem tem muito a esconder. Acompanhe a rota do capitão apresentado-se como filho de Netuno e de sereia, enfrentando todas as falsidades do nosso tempo e resgatando o espírito cavalheiro e generoso da coragem. Acompanhe sua luta contra os conspurcadores do mar e lave a alma com a criatividade de quem tem muito a dizer.

     Dividido em quatro partes, o livro de JACK O MARUJO é uma viagem hilária e emocionante por tudo o que pega nas mídias sociais, no mundo do relacionamento, da política e do comportamento. Leia JACK O MARUJO respondendo as deslumbradas e os cretinos com frases arrasadoras.

Um romance escrito para o Twitter que extrapolou para o Facebook, os blogs e sites e agora chega em livro, num trabalho de edição voltada para o que de melhor o personagem produziu durante um ano em que esteve no ar. Caprichada produção visual, formação em pdf amigável para qualquer ambiente digital. Belamente ilustrado com desenhos clássicos de grandes artistas do passado.

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Edição do Autor, 79 pgs., R$ 15
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E-books: o ofício é antigo, só muda a tecnologia.

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Imposto escorchante

    Saudosa de sua neta, a avó francesa resolve comprar dois livrinhos infantis para remeter ao Brasil, onde a criança mora agora.
    Na hora de fazer o pacote lembrou de dois tênis e uma jaqueta de couro de seu filho que incluiu no remessa. Pagou à La Poste France o valor de 50 euros para enviar o pacote.
    A surpresa foi na hora de retirar os livros e as roupas usadas no Brasil: somente de Imposto de Importação foram desembolsados R$ 420,00 !!!

   Alguém tem uma explicação razoável que justifique esse escorchante valor? Ainda mais quando sabemos que a grande parte dos impostos que pagamos ao governo é drenado para quadrilhas ideológicas que roubam o estado.
    Mas, se vale o ditado, ¨ladrão que rouba de ladrão tem 100 anos de perdão¨, então...

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